Investimentos em P&D e IA começam a ter evidências nas indústrias da RMC

Os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em Inteligência Artificial (IA) entram no foco das indústrias de Campinas e cidades da região. Na pesquisa de Sondagem Industrial de junho, apresentada pelo Ciesp – Regional Campinas  – as empresas associadas apontam as projeções nestes segmentos.

 

A pesquisa apontou que 6% das indústrias da região de Campinas já estão utilizando a Inteligência Artificial. A utilização da IA nos próximos meses/anos está nos projetos de 27% das respondentes. Cerca de 40% das indústrias sabe da necessidade da IA, mas no momento não têm projetos para a sua utilização. Para 27% delas não existe a necessidade de uso da IA.

 

Em relação aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), 8% das empresas afirmam que faltam linhas de crédito específicas e também para 8% delas faltam profissionais qualificados. Já 14% das indústrias têm investimentos regulares em P&D, enquanto 23% investem esporadicamente. Cerca de 47% não tem nenhum investimento em P&D.

 

Essa mesma Sondagem em P&D e IA, inédita na indústria regional, foi aplicada pela primeira vez pelo Ciesp-Campinas em agosto de 2023.

 

O diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirma que a entidade está preparando para os próximos meses, cursos, palestras, visitas técnicas para que as indústrias possam entender e como adequar a Inteligência Artificial no seu dia a dia.

 

“Mas tudo isso pode estar em uma linha de produção, desde a qualidade de um tecido, ou uma máquina ou um produto final. Ou seja, a IA é um caminho sem volta e o Ciesp está pronto para acolher as empresas que precisam dessas informações. Isso é importante para a sobrevivência e evolução, afinal a Região de Campinas é protagonista na área de tecnologia”, acrescentou.

 

 José Henrique Toledo Corrêa, diretor do Ciesp-Campinas/Crédito: Roncon&Graça Com

 

Indicadores

 

Em relação aos indicadores econômicos apontados pela Sondagem Industrial, o diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, mostrou preocupação com alguns deles, como aumento na inadimplência para 37% das respondentes em junho. O volume de produção diminuiu para 23% das associadas, permaneceu estável para 42% e aumentou para 35% delas. O faturamento diminuiu para 36% das associadas, permaneceu estável para 28% e aumentou para 36%.
Corrêa manifestou também preocupação com indicadores externos, como “inflação, gastos públicos e aumento no número de empresas em recuperação judicial”.

 

Balança Comercial Regional

 

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, afirmou que o aumento das importações em maio, sinalizam que nos próximos meses, poderá ocorrer aumento nas exportações da região de Campinas. “Pelas características da indústria regional, provavelmente esse aumento nas importações de insumos, poderá resultar em aumento nas exportações de produtos finalizados”, explicou o diretor.

 

Riso comentou os números da Balança Comercial Regional. Em maio de 2024, o valor exportado foi de US$ 296,6 milhões, 15,9% menor que maio de 2023. Em maio de 2024 o valor importado foi de US$ 1,065 bilhão, 22% maior que no mesmo mês do ano passado. O saldo em maio de 2024 foi negativo em US$ 768,2 milhões, 48,7% maior que em maio de 2023.

 

A corrente de comércio exterior (a soma das exportações e importações), em maio de 2024 foi de US$ 1,361 bilhão, 11,4% maior que em maio de 2023.
Em maio de 2024, os principais municípios exportadores da Regional Campinas do Ciesp foram, pela ordem: Campinas (28,3%), Paulínia (24,1%), Mogi Guaçu (9,9%), Sumaré (9%) e Santo Antônio de Posse (5,7%).

 

Os municípios que mais importaram foram: Paulínia (35%), Campinas (31,9%), Jaguariúna (9,7%), Hortolândia (8,8%) e Sumaré (5%). O percentual do município refere-se a sua participação em relação ao total da Regional no Balanço Mensal.

 

Os três principais destinos das exportações da indústria regional em maio de 2024 foram: Estados Unidos (US$ 56,98 milhões – 20%), Argentina (US$ 31,07 milhões -10,9%) e Chile (US$ 21,23 milhões – 7,5%).

 

Principais países de origem das importações para a região: China (US$ 250,77 milhões – 23,6%), Estados Unidos (US$ 161,28 milhões – 15,2%) e Rússia (US$ 81,79 milhões – 7,7%).

Anselmo Riso, diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas /Divulgação

 

 

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