Nem Sangue Nem Areia traz 80 anos de história na Vila Industrial neste domingo, 8
Nem Sangue Nem Areia conta seus 80 anos de histórias em samba enredo; apresentação começa 14h30 com desfile às 17h; no final tem bateria nota 10 da Estrela D’Alva

Nem Sangue Nem Areia invade neste domingo (08) as ruas da Vila industrial. Com o enredo “Nem Sangue Nem Areia: 80 anos de alegria e coisa séria!”, o bloco vai contar a história de oito décadas animando o Carnaval de Campinas.
A festa começa por volta das duas da tarde com a apresentação musical de shows. A cantora Ana Paula Moretti e Banda chega por volta das 16 horas para levantar os foliões com o melhor da música “pra pular” brasileira.
Em seguida tem início o ponto alto do evento, com o desfile do bloco, acompanhado da bateria nota 10 da Estrela D’Alva. O samba enredo é assinado por Fabinho Azevedo e Daniel Romanetto. Fabinho Azevedo aliás será o intérprete do samba na avenida. No retorno do trajeto, o DJ Digão promete contagiar a galera com os clássicos do samba rock.
Enredo

Nem Sangue Nem Areia, em 2026, vai contar sua história nas ruas da Vila Industrial. Tudo começou no longínquo ano de 1946, quando o Brasil retornou à democracia, com o fim da Era Vargas. Os tempos eram promissores e pareciam ser alegres. A Vila respirava novos ares com uma geração de moradores irreverentes e divertidos.
Sob a inspiração do filme “Nem Sangue Nem Areia”, protagonizado pelo comediante mexicano Cantinflas, quatro amigos: Bochão (Osvaldo Butcher), Tulé (Antônio Rua), Mané (Manoel dos Santos) e Zucão (Sinézio Jorge) resolveram criar o bloco de Carnaval que se tornou o mais tradicional da cidade.
Nada mais original, afinal, o primeiro bairro operário da cidade, abrigava três curtumes: o Cantúsio, o Firmino Costa e o Campineiro. E os bois faziam parte da rotina da Vila. Com seus adereços, alegorias, dança do toureiro, o bloco ganhou fama depressa. E com o passar dos anos os moradores deixavam as cadeiras nas ruas, principalmente na Rua São Carlos, para guardar lugar para ver o desfile do Nem Sangue Nem Areia.
O que era só alegria; também virou coisa séria. O bloco virou escola de samba nos anos 70, e seu último desfile na avenida ocorreu 1975. Foi quando o boi adormeceu. O Carnaval de Campinas perdeu uma rodelinha de papel do seu confete. Mas havia ainda um sopro. Em 2009, um grupo de jornalistas e amigos, sob a batuta de Helder Bittencourt, resolveu reascender a velha chama do Nem Sangue Nem Areia.
Agora tendo a Rua Francisco Teodoro, como ponto de concentração, o bloco percorre em seu trajeto os principais locais da Vila, como o Teatro Castro Mendes, a Estação Cultura, o Túnel de Pedestre e a Praça do Coreto. A nova fase do bloco, ao longo de seus 15 anos, além de atrair todos os anos milhares de foliões da cidade inteira, presta homenagem aos personagens e pontos ícones da cultura de Campinas. E nesse ano o Nem Sangue Nem Areia vai contar mais uma página da sua rica história.
Serviço
Apresentação do samba 2026 do Bloco Nem Sangue Nem Areia.
Data: 08 de fevereiro (domingo).
Shows: A partir das 14h30.
Desfile: 17 horas.
Concentração: Rua Francisco Teodoro (ao lado do túnel de pedestres da Vila Industrial)